Olá Amados! Mais uma vez nos encontramos aqui para falarmos sobre coisas do cotidiano. Hoje vamos refletir sobre o poder que as palavras possuem.
Sei que já escutamos muitas vezes frases do tipo: a palavra tem poder ou, bate na boca menino, etc. Debatermos sobre esse tema pode parecer "chover no molhada", mas achei pertinente discutirmos sobre um assunto tão cotidiano como esse.
Uma Reflexão: Se esse tema é tão batido, porque ainda temos muitos casos de vidas sendo destruídas por "palavras" maldosas? Em Provérbios 18.21 encontramos:“A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto". Esse versículo nos mostra o quanto pode ser fatal utilizarmos de maneira equivocada o poder da língua. É óbvio que a morte causada por palavras maldosas não é física, mas é mais mortal porque nem sempre pode ser vista.
Para entendermos melhor essa questão gostaria de falar rapidamente sobre o processo de comunicação verbal. Para existir uma comunicação verbal é preciso que haja um emissor (quem emite a mensagem), um receptor (o que recebe a mensagem), um sinal (a mensagem) e um canal (meio pelo qual a mensagem é emitida). Traduzindo tudo isso: é preciso ter uma pessoa para falar, um assunto para contar, alguém para escutar e um local. Sem esses elementos é impossível existir um processo de comunicação.
Existem inúmeros textos bíblicos que nos ensinam que não devemos falar palavras de maldição e sim de bênção, mas mesmo assim, nós Cristão continuamos a insistir no erro. Vejamos o texto bíblico em Provérbios 10.19: "Na multidão de palavras não falta pecado, mas o que modera os seus lábios é prudente". De acordo com o que diz a minha Bíblia de estudos (A Bíblia da Mulher - editora mundo Cristão pág. 796) o autor confirma que o provérbio que diz "menos é mais" é verdadeiro e que o silencio é a cura de todos os males. É fácil entendermos esse versículo e muito mais fácil entendermos o provérbio, o difícil é conseguirmos cumpri-lo. Sabe porque é difícil cumpri-lo? Para responder essa pergunta vamos voltar ao nosso processo de comunicação. Nós utilizamos a palavra como "canal", como forma de expressarmos o que pensamos. Com isso não só cometemos o engano de não domarmos nossa língua, mas acabamos no engano de julgarmos as pessoas ou coisas. Achamos que estamos somente expressando nossa opinião, mas o ato gera o julgamento. Tudo que vemos, que escutamos e que sentimos queremos expressar. Com isso esquecemos o que diz a palavra em Salmos 75.7: "Mas Deus é o Juiz: a um abate, e a outro exalta". Só Deus conhece nosso coração e todas as circunstâncias e, por isso, capaz de julgar corretamente. Se controlarmos nosso ímpeto de julgar, acabaremos freando se não completamente, mas um muito nossa língua. "Prata escolhida é a língua do justo; o coração dos perversos é de nenhum valor. Os lábios do justo apascentam a muitos, mas os tolos morrem por falta de entendimento." (Provérbios 10. 20e21). Além de usarmos erroneamente a palavra como um canal de julgamento, ainda encontramos "receptores" que estão dispostos a escutar o que temos a dizer e não somente isso, mas também disposto a retransmitir a informação.
Amados, usemos de forma adequada o dom que Deus nos deu. A Palavra pode servir de bênção, de canal de edificação. Através da palavra Jesus Cristo ergueu seu ministério. Siga esse exemplo maravilhoso e não de espaço para que o inimigo te use.
Uma semana abençoada a Todos. Nos encontramos amanhã novamente.

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